sexta-feira, 17 de julho de 2009

Só no batidão!

Muitos dizem que o funk carioca é uma versão do Miami Bass com mistura de Kraftwerk, bebendo na irreverência e na politica do rap e hiphop americanos. Eu não sei! Adoro o batidão, mas as letras... somente as clássicas me comovem. Mais ainda quando há uma releitura mais "culta". Acho engraçado também a coreô, e posso confessar que ver homens musculosos e descamisados, suados, descendo até o chão e batendo a bundinha me deixa, digamos, interessado. (rs)

Agora sai pela Editora Record um livro que é leitura obrigatória para quem gosta de funk, mas mais importante para quem gosta de música, por que não dizer, brasileira, afinal, inspirado ou não no som que vem da gringa, o funk nacional, em especial aquele dos morros cariocas, é ímpar. Tanto que tem gringo de olho no som que faz as popozudas sacolejarem. Veja a M.I.A., por exemplo, a moça veio aqui e levou para fora o nosso produto nacional, e ganha milhões com isto.

O livro Batidão: Uma História do Funk, de Silvio Essinger, conta a história dos 40 anos do funk brasileiro.

A partir de uma minuciosa pesquisa e uma série de entrevistas e depoimentos, o leitor é levado para os bailes de black music no Renascença na década de 70, para as quadras do Emoções, Chapéu Mangueira e Salgueiro e para o meio da bateria da Viradouro em 97, quando a paradinha-batidão levou o funk pela primeira vez em muito tempo para o centro de discussões culturais e antropológicas - bem longe das páginas policiais, entre outras lembranças; revela bastidores e fatos que construíram a cena funk carioca. Trajetórias de ídolos, noites e raps que contam de certa forma uma história paralela da cidade do Rio de Janeiro.

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1 comentarios:

Ylana disse...

kkkkkkkkk só no batidao, caraca, agora que eu li isso kkkkkkkkk

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