Pela primeira vez na história do país, uma mulher participou de uma sessão do Supremo Tribunal Federal na qualidade de procuradora-geral da República. Na última quarta-feira (1º), a subprocuradora-geral da República Deborah Duprat de Britto Pereira quebrou esse paradigma ao ocupar o posto interinamente desde a saída de Antonio Fernando Souza.A carioca (Êêêê!) Deborah Duprat permanecerá no cargo de procuradora-geral da República até o Senado Federal sabatinar e aprovar a indicação do subprocurador-geral Roberto Gurgel para a vaga. A escolha foi feita na última segunda-feira (29/6) pelo presidente Lula.
E parece que Deborah decidiu mexer com aquele barraco de verdade. Comprou a causa gay com unhas e dentes, e na mesma sacola está levando consigo outras brigas bem complicadas, mas muito importantes, como o aborto de fetos anencefálicos e a legalização fundiária da Amazônia.
Deborah pretende quebrar o pau com os evangélicos e homofóbicos em geral em prol da aprovação no Supremo da união civil homossexual. Ela propôs uma ação que objetiva o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, na última quinta-feira (2), aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). A iniciativa gerou uma manifestação elogiosa de uma das muitas procuradoras que assessoraram Duprat na elaboração da ação - "Há momentos que temos orgulho de pertencer a uma instituição. Hoje, senti orgulho de pertencer ao Ministério Público Federal", declarou Luiza Cristina Frischeisen, da Procuradoria Regional da República da 3ª Região (SP e MS).
Segundo a Procuradoria, o objetivo da ação proposta por Deborah Duprat é "que sejam dadas à união de pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos e deveres dos companheiros em uniões estáveis".
"O indivíduo heterossexual tem plena condição de formar a sua família, seguindo as suas inclinações afetivas e sexuais. Pode não apenas se casar, como também constituir união estável, sob a proteção do Estado. Porém, ao homossexual, a mesma possibilidade é denegada, sem qualquer justificativa aceitável", afirmou a procuradora-geral da República, na ação.
Desta maneira, a nossa heroina poderá dar ares de país moderno e civilizado a esta terra de ninguém que é o Brasil - me desculpe os fervorosos patriotas, mas é isto que somos: filhos de uma terra de ninguém. Sempre seremos assim enquanto mais pessoas dignas e sensatas como a subprocuradora-geral não arregaçarem as mangas e trabalharem de verdade.
2 comentarios:
Que o STF seja tão sensato quanto ela =D
E ela não tá fazendo mais do que a obrigação dela.
Apesar de ser considerado, sim, um bom avanço.
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