quarta-feira, 2 de julho de 2008

Carneiro fora do sério

0812425 O autor de "A Favorita", João Emanuel Carneiro (foto), declarou que não vê a trama como ofensa aos gays . "O tom é farsesco, é uma grande brincadeira. Não é coisa para ser levada a sério" disse. (leia mais...)

Quem não deve ser levado a sério, seu Carneiro, os gays ou a sua ofensa?

Engraçado como os autores de novela enchem as suas tramas atualmente de personagens gays que não servem para nada. Nada acrescentam, só nos subtraem a chance de sermos mostrados, mesmo estereotipados, dentro de um contexto mais SÉRIO do que deveriamos estar.

Ou seja, para Carneiro está no ar mais um gay para ser alvo de piadinhas nas rodas. Que coisa bonitinha! Que tal pegarmos um judeu ou um negro e fazer a mesma coisa? Vamos transformar personagens espelho das ditas "minorias" do Brasil em grandes piadas, nada para levar muito a sério. Vamos encher as novelas com piadas sobre pretos alcóolatras e vagabundos. Vamos rir do Holocausto. Que o Casseta e Planeta faça piada com isto! Afinal é só para não levar a sério.

O pior é saber que um discurso deste partiu de um gay! Triste!

A escritora bicha velha exorcisa seus desejos por machos héteros e marginais na telona da Globo e, no mesmo horáio nobre, a bicha aprendiz faz algo pior: nos põe numa trama onde não temos nada de relevante para mostrar. Melhor fazer parte de um casal gay que nem cheira nem fede, mas pelo menos não é alvo de palhaçadas e nem de velhas fantasias.

Ah se tivessemos uma militância de verdade por aqui!

1 comentarios:

Passageiro disse...

Precisamos urgente de uma militancia séria, a se assim fosse, a história do gay no Brasil seria muito diferente.

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