July 24, 2008

Esta semana é um período de muitas comemorações para o clã EJoy/Flexx. Três aniversários muito importantes. E abrindo as comemorações, vem o meu queridissimo e sempre elegante, bonitão e simpático Rodrigo Zanardi.
Muitos produtores e empresários da noite por ai tem muita lábia, mas Zana (como curto chama-lo) tem beleza e inteligência. E isto basta! É um homem lindo e que vem ao lado de seu sócio de vida (não, eles não têm um caso) e trabalho construindo sua história na noite de São Paulo. São os criadores de uma das primeiras festas gay de São Paulo, a EJOY, que até hoje é point de belos meninos e boa música.
Para ele hoje seguem meu votos de muita FELICIDADE e SUCESSO.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
Há algo que cheira muito mal na novela das oito da Rede Globo de Televisão.
Sou um, digamos, fã da trama escrita pelo João Emmanuel Carneiro. Acredito que se trata de um texto digno de estar no altar das grandes histórias já produzidas pela casa e talvez a melhor depois de “Vale Tudo”. Apesar da grande maioria dos espectadores não estar muito afinada com “A Favorita”, o que está forçando o seu autor a antecipar muitos acontecimentos. Entretanto, a novela tem me causado aquele velho e bom desejo de ver logo o capitulo seguinte.
Na contramão disto, temos um fato estranho: a homossexualidade está sendo usada como uma arma antiquadra e polêmica na trama. Não falo nem da bichice sem sentido dos personagens de Iran Malfitano e Cauã Reymond, que de tão vazios, foram exterminados. O personagem de Malfitano sumiu com a desculpa de ter sido internado pelo pai e o Harley, do Cauã Reymond, voltou a atacar as mocinhas. Tudo na normalidade que agrada a rapaziada “familia” que dá Ibope. Mas vira e mexe aparece um novo “homossexual” na história: o político que cai em desgraça porque dizem que tem um filho com outro homem e agora é a vez de Walmor Chagas (foto) encarnar um médico que adora pegar michês no parque.
Não falo mal do fato de se abrir uma série de discussões em cima de perfis distintos de personagens, assim como acho válido o fato de vermos o assunto “homossexualidade” presente, mas me cheira mal sentir que só quando se quer denegrir, humilhar ou subjugar alguém é que se usa a “homossexualidade” em “A Favorita”. Não vi nada positivo ainda. Nada que nos dignifique ou tenha sentido. Sei que somos uma diversidade e também somos foco de toda uma gama enorme de preconceitos, mas que só isso ganhe espaço numa trama de tanta audiência, não me soa nada feliz. É como antigamente, quando negros só apareciam como motoristas, cozinheiros, assaltantes pé-de-chinelo (não confundam com o fato de ter um ator grandioso como o Milton Gonçalves fazendo um vilão magnífico como o que está no ar!) ou em novela sobre escravos.
Que tal um personagem gay assumido que é presidente da principal empresa de uma novela com conflitos em seu relacionamento? Ou um homosseuxal suspeito da morte de um outro personagem no centro da trama? Algo mais dentro de um contexto “normal”, longe do uso de nossa “condição” como arma. Uma arma que tanto pode atirar e matar um de nós, ou sair pela culatra.
E daqui a pouco, segundo boatos, Lillian Cabral verá sua personagem perdida entre o marido mau-caráter e uma amante do mesmo sexo. Já estou com medo das cenas e falas que teremos que presenciar.
Vamos aprender a surfar em St. Tropez. Adoro um coroinha…



Em 2003, o designer de sapatos britânico Patrick Cox tascou esse anúncio na revista inglesa i-D, causando indignação nas melhores famílias, que pediram a retirada imediata, por ser indecente. Cox contestou a acusação, alegando que o anúncio não era ofensivo pois os dois homens estavam usando jockstraps, o que tornaria impossível haver penetração.
Taí, não sei se foi ironia dele ou falta de imaginação mesmo.
Cazuza foi uma das nossas últimas grandes figuras artisticas. O cara tinha personalidade de artista, alma de gênio. Era agressivo, poético, deslumbrante e corajoso. Hoje, aqui no Brasil pelo menos, todos os nossos ídolos - se é que temos algum que mereça esta importância - são meia-boca, “corretinhos”, camuflados, sem luz própria. Cazuza não! Cazuza escrevia a sua vida e suas loucuras - as mesmas que seus seguidores viviam ou desejavam viver - e vivia estas suas poesias em sua própria vida.
Se estivesse vivo estaria completando meio século e, bem provavelmente, teria encaretado e virado um Caetano Veloso. Não creio em Deus, mas creio que há mistérios que, por mais tristes que possam parecem, são importantes para construção de celebridades de fato. Não que a morte de Cazuza me deixa feliz. Lamento muitissimo a perda de um gênio, mas agradeço mais ainda o surgimento de um Grande Homem, que partiu do plano físico e ainda vive, forte e loucamente, nas canções que nos deixou. A Aids levou um ídolo e deixou sua obra eternizada ao pé de nossos ouvidos.
Obra de um artista que pode ser chamado de símbolo da rebeldia e da irreverência da geração dos anos 80 e que agora ganha uma merecidissima homenagem no Sesc Ipiranga. Trata-se da exposição “Cazuza por ele mesmo”, construída em formato de histórias em quadrinhos a partir de depoimentos do cantor. Ainda estão programados shows, musicais e cinema. O projeto chama-se “Cazuza - O Tempo não Para”.
A exposição começa nessa sexta-feira (25/07) com a exibição do filme dirigido por Sandra Werneck, “O tempo não para” (2004), às 19h no teatro do Sesc do Ipiranga com entrada franca. Logo após a exibição do longa haverá shows com vários artistas interpretando músicas do cantor.
Serviço:Sesc Ipiranga - hall do piso 2 -r. Bom Pastor, 822, Ipiranga, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3340-2000.
Ter. a sex.: 9h às 22h.
Sáb. dom. e feriados.: 9h às 18h. 10 anos. Até 31/8.
www.sescsp.org.br.
*foto: divulgação